Polícia

Quadrilha que atuava em AL e outros três estados é alvo de operação

Grupo criminoso movimentou cerca de R$ 12 milhões em dois anos, segundo a Polícia Civil de Pernambuco

Por Tribuna Hoje com Repórter PB 16/07/2026 13h08 - Atualizado em 16/07/2026 14h14
Quadrilha que atuava em AL e outros três estados é alvo de operação
11 suspeitos foram presos durante a operação - Foto: Divulgação

Uma organização criminosa com atuação em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte foi desarticulada pela Polícia Civil de Pernambuco nesta quarta-feira (15). O grupo é investigado por envolvimento em furtos milionários a estabelecimentos comerciais, principalmente redes de perfumarias, além de um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo as investigações, movimentou aproximadamente R$ 12 milhões nos últimos dois anos.

A ofensiva, denominada "Fragrância do Crime", terminou com a prisão de 11 suspeitos — oito homens e três mulheres. As capturas ocorreram em cidades de Pernambuco e também em Itajaí, no estado de Santa Catarina.

Segundo o delegado João Paulo de Andrade, responsável pela Delegacia de Roubos e Furtos (DPRF), o grupo possuía uma estrutura organizada e dividia as funções entre diferentes núcleos. Um deles era responsável por invadir os estabelecimentos e furtar as mercadorias. Outro fazia o levantamento prévio dos alvos e interrompia o fornecimento de energia elétrica para desativar sistemas de monitoramento e alarmes. Já o terceiro administrava a movimentação financeira e ocultava a origem dos valores obtidos de forma ilícita.

As investigações tiveram início em outubro de 2025, após um arrombamento registrado em uma agência bancária no município de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife.

Para dar aparência de legalidade aos recursos obtidos com os crimes, a quadrilha utilizava empresas de fachada ligadas aos setores de cosméticos, perfumaria e laticínios. Conforme a polícia, também era empregada a prática conhecida como "smurfing", que consiste em dividir grandes quantias em diversos depósitos de menor valor para dificultar o monitoramento das transações financeiras.

A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados. De acordo com a Polícia Civil, não foram encontrados indícios de participação de funcionários das lojas ou das instituições bancárias atacadas pelo grupo criminoso.